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De Olhos Sempre Abertos - vivendo o espanto - Rodolfo García Vázquez


Passei muito tempo

Passei muito tempo sem escrever.

Estava um pouco vazio, sem vontade. Vi muitos ódios desnecessários, vi muito choro incompreensível, e tantos malentendidos. Durante muitos meses vi desencontros.

Então ontem ela me contou que o pai estava preso. Rico, estuprador da própria filha, estava preso.

Me lembro de quando ela tentou se matar. E quando no auge do desespero ninguém acreditava nos olhos esbugalhados, no corpo cheio de curvas de menina sofrida.

Hoje tem a suavidade de uma mãe amamentando a filha. Nina. Nina. Nina.

Depois de todos os desencontros, ela se encontrou consigo mesma através de um bebê. 



Escrito por Rodolfo às 13h25
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Momento especial

Um momento especial para nós, dos Satyros, com o Prêmio Jabuti, a estreia do Cabaret Stravaganza, o filme Cuba Libre na Mostra Internacional de Cinema, nossa viagem para o Festival Internacional de Havana, nosso grupo teen indo para a França. Obrigado a todos os Satyros que seguraram a onda em tantos momentos difíceis, obrigado às pessoas que curtem o nosso trabalho.



Escrito por Rodolfo às 09h35
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Para a revista virtual Mais Cultura

O teatro provocador de Rodolfo García Vázquez

+ Especial

Por: Redação

Foto: Divulgação - Prêmio Shell

 

Rodolfo García Vázquez é um dos artistas mais atuantes no cenário cultural brasileiro. Diretor de encenações polêmicas como A Filosofia na Alcova, Os 120 Dias de Sodoma e Justine, o vencedor do 23° Prêmio Shell SP de Teatro, fala de sua trajetória, seus anseios e medos. Na entrevista especial, concedida para a Mais Revista Cultura, Rodolfo dispara: “Acho que falta uma política federal mais ampla para a cultura, que não se apoie em uma estratégia equivocada como a Lei Rouanet”. Em outros momentos admite: “o tema da normalidade e da loucura percorre grande parte das minhas preocupações nos espetáculos dos quais participo”. Fundador de uma das companhias mais importantes dos últimos quinze anos, Os Satyros, acredita no poder transformador das artes cênicas. E acredita também em um teatro provocador e deslocador. A seguir, você pode acompanhar os principais momentos da entrevista com o diretor Rodolfo García Vázquez.

Rodolfo, de onde vem esta força avassaladora, esta motivação sagaz que leva você a viver profundamente o teatro dia a dia?

Obrigado pelo elogio. Nem sei se essa força é tão avassaladora assim. Sinceramente, não sei responder a essa pergunta. Não acredito que eu tenha muita opção em ser como sou. Faço as minhas escolhas, na medida do possível, mas sempre há algo que é intangível na forma que vivemos a vida, aquilo a que os gregos chamavam destino.

Quando o teatro aparece em sua vida? Foi na infância?

Tive experiências com teatro na escola pública onde estudei (participei da peça Morte e Vida Severina) e também quando estudava inglês na Cultura Inglesa. Mas de forma mais séria, o teatro só vai aparecer depois, após formado na Faculdade, quando já trabalhava em uma multinacional, aos 23 anos. Fui fazer um curso de mímica de uma semana, como passatempo, e resolvi brincar de fazer teatro. Dois anos depois, pedi demissão e nunca mais voltei para a carreira das pessoas que usam terno e gravata.

Como surgiu a Cia. Os Satyros? Quais eram os seus sonhos naquele período?

Eu tinha saído da Escola Teatro Macunaíma e já tinha um ano de experiência com um grupo amador, chamado Ava Gardner. Havia dirigido um espetáculo e estávamos preparando o segundo, baseado na vida do dramaturgo Qorpo Santo. Fizemos um processo seletivo e o Ivam Cabral se apresentou para fazer o teste. Ele tinha chegado em São Paulo fazia uma semana e não conhecia ninguém. Fez o teste e foi aprovado. Nesse momento, começou nossa amizade e percebemos que entendíamos o teatro da mesma forma. Resolvemos montar um grupo e escolhemos o nome depois de pesquisar muito. Isso foi em maio de 1989. Pensávamos em fazer um teatro que expressasse as nossas ideias, que fosse provocador e deslocador. Éramos ilustres desconhecidos, jovens e sonhadores, começando a criar uma história.

A história dos Satyros é marcada por sua parceria artística com Ivan Cabral?

Não se pode falar em Satyros sem falar dessa parceria, pois tudo é muito discutido entre nós e na relação com as pessoas que formam o grupo. Atualmente, o grupo é formado por artistas fantásticos que tem entre dez e quatro anos no grupo. Alguns da primeira fase voltaram a trabalhar conosco. Mas só eu e o Ivam resistimos todos esses anos.

Umas das principais características de seu teatro é um profícuo questionamento sobre o comportamento moral. Numa trajetória errática, o compositor capixaba Sérgio Sampaio afirmava que a sociedade é estanque. Os Satyros são, sobretudo, uma crítica às hipocrisias da sociedade estanque?

A moral é um dos fundamentos da sociedade. Sem princípios morais, a própria ideia de sociedade seria impensável. Como agir diante de um grupo social – isso nos guia diariamente. No entanto, a nossa pesquisa sobre a moralidade tem a ver com todos os aspectos da sociedade. A moral manifesta não apenas a forma de agir diante do mundo social, mas como as suas estruturas sociais, políticas e econômicas se articulam. Discutir a moralidade é, portanto, discutir os próprios princípios que fundam o exercício do poder na sociedade. 

Quando você leu pela primeira vez a obra de Marquês de Sade? Qual o processo que o levou a adotar este autor como o grande nome de suas peças?

O Marquês de Sade nos foi apresentado em 1990. Nossa iluminadora na época, Paula Madureira, nos desafiou a montar A Filosofia na Alcova. Eu nunca havia lido o Marquês. Aquele universo literário me provocou profundamente. Achávamos que seria impossível montar a peça, e por isso mesmo aceitamos o desafio. De lá para cá, a obra sadiana surgiu em mais duas ocasiões: em 2005, com Os 120 Dias de Sodoma, em que discutimos as relações de poder no Brasil; e em 2009, com a montagem de Justine, a peça investiga o discurso da vítima sobre a questão moral.

O que é ser um diretor de teatro? Em que concerne o teatro veloz? Esse é o seu método?

Um diretor de teatro é alguém que dialoga com o mundo e com os artistas. Esse diálogo traz dificuldades, angústias, incertezas, alegrias e tudo isso é “cenificado” numa parceria com outros artistas. O Teatro Veloz é o método que desenvolvemos para realizar o nosso trabalho. Esse método, na verdade, conta com uma série de procedimentos que tornam único cada processo teatral e que está em constante movimento. Atualmente, pesquisamos a ideia de Teatro Expandido, um conceito que discute os caminhos do teatro e da humanidade a partir do prisma do mundo tecnológico.

A presença dos Satyros na Praça Roosevelt, como de outros grupos de teatro, modificou a relação das pessoas com aquele espaço. Com isso, houve um olhar das autoridades públicas para com a praça. O teatro possui, de fato, essa força de transformação? Pode transformar a realidade de uma cidade?

Talvez em outros tempos, eu diria que o teatro nunca teria poder de transformação urbana. Mas o próprio fazer teatral e a história de onze anos na Praça Roosevelt me fizeram acreditar nesse poder de forma inegável. Hoje arquitetos, urbanistas, jornalistas e sociólogos estudam o fenômeno da Praça Roosevelt como símbolo do poder de interferência do Teatro na paisagem urbana.

Certa vez, em uma página da internet, você contou sobre a esquizofrenia de um tio seu. Você escreveu: “O primeiro surto do meu tio foi na época em que nasci”. Depois você acrescentou: “Ele foi uma presença fundamental na minha infância, um marco cotidiano no mundo fantástico de uma criança (...) foi fundamental para que eu acabasse por ver a humanidade da forma que vejo”. Como o universo quase mágico de experiências como essa aparecem em suas peças? A sua memória também é matéria para a sua arte?

Não distingo a minha memória do que sou como homem e como artista. Com relação às lembranças de minha infância com o meu tio, elas estão impregnadas em praticamente toda a minha obra como artista: o tema da normalidade e da loucura percorre grande parte das minhas preocupações nos espetáculos dos quais participo.

Você é um diretor que trabalha com muitos atores. Atualmente são quase 80 no Satyros. Qual é a sua relação com o ator? O que você exige? O que é fundamental para ser ator atualmente – quando ouvimos expressões, como: “processo colaborativo”, “dramaturgia colaborativa” e “teatro pós-moderno”?

Tive essa discussão outro dia com o elenco. Se você for observar os nossos atores, eles têm características muito variadas: temos desde atores com rigoroso treinamento formal a outros que nunca estudaram, mas que possuem trajetórias pessoais muito ricas, de jovens recém-chegados ao teatro a atores com larga experiência. Ricos e pobres, homo e heterossexuais, caretas e radicais, do centro e da periferia. Há um aspectro amplo representado nos elencos do Satyros, que refletem muito a nossa cidade.

Você montou a peça Vestido de noiva de Nelson Rodrigues, apresentada no centro Cultural de São Paulo. Pensa em montar textos de outros dramaturgos brasileiros?

Nunca pensamos se queremos montar este autor ou outro. Os nossos processos sempre começam com as questões que nos tocam e do desejo de transformar essas questões em cena teatral. Se houver algum dramaturgo brasileiro que nos toque, é claro que vamos montar. Para o ano que vem, pretendemos montar um texto do Evaldo Mocarzel, que é um dos mais prestigiados documentaristas do cinema brasileiro, sobre a vida de Artaud. Ele traz temas caros à nossa maneira de entender o teatro.

Rodolfo, o que ainda falta ao teatro brasileiro em termos de incentivo e leis que fomentem essa arte?

Acho que falta uma política federal mais ampla, que não se apoie tanto em uma estratégia tão equivocada como a Lei Rouanet. Acredito que nos planos estadual e municipal também há muito a ser feito. Em especial, acredito que deveria, em alguma dessas esferas, haver uma política de apoio consistente e contínuo a grupos estáveis. No caso dos Satyros, por exemplo, ficamos quatro anos sem ganhar nenhum edital público (municipal, estadual ou federal), o que dificultou enormemente a nossa produção teatral. Falta também articulação entre esses níveis de fomento ao teatro, de forma que as verbas sejam distribuídas com mais equilíbrio e justiça.

Quais são os seus novos-antigos sonhos? Quais são os seus projetos?

Estamos desenvolvendo dois espetáculos com estreia prevista para o segundo semestre de 2011: Cabaret Stravaganza, no qual as pesquisas do Teatro Expandido vão se aprofundar, e Satyricon, a partir da obra latina de Petrônio. Além desses, temos projetos em cinema, literatura e formas digitais.



Escrito por Rodolfo às 10h00
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Juro que ouvi

Juro que ouvi a seguinte frase no final de semana:

- Ainda não tive tempo para ir conhecer o meu pai. Estou cheio de coisas prá fazer.



Escrito por Rodolfo às 09h48
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Observações sobre o Fomento

Após quatro anos sem o Fomento, finalmente, Os Satyros ganharam.

Eu pessoalmente já não tinha mais esperanças. Se eu acreditasse no além poderia pensar até mesmo que fosse um karma, o destino, qualquer coisa mística, forças cósmicas.

O que mais me assustou foi, em uma das últimas reuniões de uma dessas comissões, eles dizerem que um dos critérios era "quem precisava".

Como? - eu pensei escondido no meu canto - o Brasil ainda pensa assim?

A transferência do raciocínio do Bolsa-Família para o Fomento Municipal é a forma ideal para o teatro?

Mesmo que o critério fosse esse, por que então Os Satyros ficaram 4 anos sem receber um centavo, endividados, alugueres atrasados, com oitenta atores vivendo de míseros cachês que não cobrem nem o transporte?

O viés ideológico é evidente. "Quem precisa" é quem pensa como os membros da comissão pensam.

Minha esperança é que essa lógica assistencialista do Fomento desapareça um dia. E no lugar do "quem precisa", surja o "quem merece".

E que as comissões sejam plurais e democráticas verdadeiramente. Fingir que se é democrata apenas para premiar aqueles que pensam igual a mim é hipócrita e representa um atraso para o verdadeiro Teatro.  

Ganhar o Fomento agora não vai resolver a questão da sobrevivência de todo o grupo de 80 pessoas. Mas pelo menos nos dá um alento, após anos de dificuldades extremas.

Sobreviveremos!

Até comecei a pensar que pagamos nosso karma. E muito bem pago. Vida nova!



Escrito por Rodolfo às 14h29
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Os Teens

Ainda não sabemos como chamá-los. Por enquanto é Satyros Teens. Adolescentes da rede pública de ensino que estão montando um exercício teatral a partir de suas próprias ideias, com assistência de direção do Tito, outro adolescente.

Já aprendi muito. Amber Case tem razão: chegamos a uma geração cyborg. Onde os corpos já vivem incorporados com novos elementos, principalmente celulares.

 

São mais livres e ousados do que eu jamais imaginei poder ser quando adolescente.Muitos são filhos de porteiros, domésticas, guardas. Temem seus futuros e se acham capazes de tudo.

 Abaixo, frases deles que vão para o programa:

 

A inovação sempre causa riscos, com o projeto aprendemos a arriscar de maneira natural, assim transparecemos em cena nossa própria realidade.

 

Um aspecto essencial do projeto foi não ter receio de sermos quem realmente somos.

 

Indescritível; retratar e aprender encenando!

 

É incrível como pequenos aprendizados são os grandes responsáveis pelo nosso sucesso. Assim relaciono os acontecimentos proporcionados pelo projeto.

 

O projeto foi primordial para pensar e o mudar das minhas atitudes.

 

Guga Paulino, 17 anos

 

Um lugar onde posso dizer coisas que o mundo não escuta, e onde posso fazer algo com o meu cotidiano, algo que a sociedade não quer ver.

 

Tay Martins,15 anos

 

Todos precisamos aprender a respeitas opiniões diferentes.

 

Participar do projeto é uma forma de desabafar e compartilhar com outras pessoas... Representar nossos problemas e experiências.

 

Gabriela Bonotti,15 anos

 

Um lugar para sonhar, criar emocionar e divertir.

 

Liberdade de expressão para  a sociedade.

 

Fabio Domingues, 16 anos

 

Todo o apoio e compreensão que não tenho na sociedade e em casa, eu recebo no teatro.

 

Lucas Impallatory, 16 anos

 

O projeto “Na real” nos ajuda a entender outras realidades e pessoas com personalidades distintas das nossas.

 

O teatro é o lugar que nos faz bem, somos um grupo, somos um só. Aprendemos a confiar nos outros.

 

Mostramos nossa realidade e nossos sentimentos que muitas vezes são reprimidos por sermos jovens.

 

Compartilhamos experiências e aprendemos com as dos outros. Foi nossa inspiração.

 

Fabi Tavares, 16 anos

 

O projeto é composto por jovens que tem experiências de vida diferentes, e que, juntos tentamos colocá-las na peça, como forma de arte.

 

O teatro é além de representar; é uma maneira de tentar entender outra realidade.

 

Diversas realidades se tornam uma só e de uma forma crítica nos faz pensar.

 

Aline Macedo, 16 anos

 

O adolescente tem vários conflitos em si... Na peça podemos ver esses conflitos em diferentes dimensões.

 

O projeto ajuda a nós adolescentes, ajuda a despertarmos diversos personagens que estão dentro de nós.

 

Da vida pessoal a vida social, tudo isso se pode encontrar numa peça de teatro.

 

Liberdade... Temos a liberdade de sermos o que quisermos ou queríamos, em cima do palco.

 

Evolução, aqui no teatro estamos em evolução todos os dias, cada dia nos aperfeiçoamos, aprendemos e vivemos mais!!!

 

Carlos C-King Santos, 17 anos

 

A fase inicial foi mais “curiosa”, porque as pessoas estavam se conhecendo e conhecendo o espaço.

 

Na fase intermediária do projeto já estávamos mais a vontade, mas mesmo assim tínhamos muito a terminar e melhorar.

 

Na fase final, ou nas fases finais, foi a mais legal porque todos nós nos jogamos nas cenas. Nos entregamos de corpo e alma e sinceramente... Muita inspiração e adrenalina nas ultimas horas e nas apresentações, muito bom!

 

Oscar, 18 anos

 

A arte nos tira da arte da rua e ocupa nossas cabeças... Tirando-nos das drogas e do mau caminho.

 

Vitor Berbel, 16 anos

 

 Infelizmente não podemos ser, fazer e falar tudo que falamos, fora daqui, fora do teatro.

 

Guilherme Fernandez, 16 anos

 

Como é ser jovem numa sociedade que oprime o sonho com as tais metas de felicidade?

 

Se formos o reflexo do nosso meio, como tornar fantástico o nosso futuro? Através da visão crítica que arte nos dá, podemos repensar e organizar nossos objetivos e verdadeiros ideais.

 

Rever o cotidiano através da arte é fundamental para que possamos realizar, todos os dias, uma pequena ação transformadora.

 

O caminho dos nossos pais já é deles. O nosso pode ser qualquer coisa.

 

 Aqui enxergo a voz de uma geração, crítica, real, sensível e dialética.

 

Marcio Pellegrini, 19 anos, assistente de direção

 

 

 



Escrito por Rodolfo às 22h46
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A Ponte

Ontem estive com minha família. Minha mãe falava de uma ponte que havia, há pouco mais de cinquenta metros da nossa casa, quando nós morávamos no Carandiru.

Era uma ponte sobre um riozinho que deu nome ao bairro.

Eu não me lembrava dessa ponte. Lembrava das enchentes, da água barrenta, do medo dos verões, do cheiro ruim (às vezes). Mas da ponte, nada...

Hoje tenho que implantar na minha memória um chip com uma ponte que nunca deveria ter saído de lá. E reconstruir as minhas memórias.

 



Escrito por Rodolfo às 21h03
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Os novos tempos

As coisas estão mudando:

 

- Barack Obama se reune com os executivos das grandes redes sociais. Agora, além dos três poderes + um, temos o quinto poder: o poder das redes sociais. O que isso vai significar exatamente para o futuro do homem digital?

- O Brasil democrático e popular exportou algumas das máquinas de guerra usadas por Gadafi para impor restrições aos protestos na Líbia. Estamos aprendendo bem o cinismo natural das potências.

 

 



Escrito por Rodolfo às 09h15
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O que significa conviver com a esquizofrenia

O primeiro surto do meu tio, irmão da minha mãe, foi na época em que eu nasci.

Meus avós tentaram todos os tratamentos possíveis, da medicina tradicional aos medicamentos, dos eletrochoques até a macumba, espiritismo e outras derivações. Tudo para tentar recuperar a sanidade de um jovem que até seus vinte e poucos anos era diferente, mas convivia socialmente.

Ele foi uma presença fundamental da minha infância, um marco cotidiano no mundo fantástico de uma criança. Das lembranças de brincadeiras que fazíamos com ele, dos ataques de cólera, dele andando pela rua e beijando pés de pessoas e pneus de carros. Da vergonha que sentíamos, do mundo isolado e fascinante onde ele vivia só. Das internações e dos relatos dos efeitos dos eletrochoques sobre ele.

Também me lembro do sofrimento dos meus avós, da esperança sempre retornando de que ele um dia talvez quem sabe pudesse se recuperar. Uma esperança que era destruída instantaneamente após o primeiro agradecimento a tudo o que o clero brasileiro  e o papa haviam feito por ele.

E ainda havia a mulata pela qual ele era apaixonado, e que ele até hoje diz que vai reencontrar e de como vai ser incrível a cerimônia de casamento dos dois, e de quantos filhos eles vão ter juntos.

Dias atrás, após mais um dos seus delírios intermináveis, me vieram os pensamentos tortuosos de como ele foi fundamental para que eu acabasse por ver a humanidade da forma que vejo.

Há qualquer coisa de solitário em tudo e em todos. Esse sentimento de que nada se encaixa eternamente percorre meus dias, de que sempre existe um pedaço de tudo que nunca estará completo, parece vir dele, do mundo dele.

Também está presente em mim essa fatalidade, um certo espírito trágico que me persegue: existem escolhas que jamais seremos capazes de escolher.

Talvez em uma breve ilusão, possamos pensar que decidimos banalidades, como se vou comprar maçã ou abacaxi hoje, ou se vou dormir agora ou em meia hora.

Mas as coisas fundamentais, que estão muito além de nós e dizem muito do que somos, sem que nunca possamos nem de leve entender de onde vem; essas coisas jamais serão tocadas.

 

 

 



Escrito por Rodolfo às 01h24
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Quando defender a democracia?

Os Estados Unidos invadem com tanques, atiram bombas e matam em nome da Liberdade e da Democracia quando os seus interessses econômicos assim necessitam.

Os Estados Unidos defendem ditaduras corruptas, crueis e assassinas quando os seus interesses econômicos assim necessitam.

Os Estados Unidos manipulam os grandes valores da nação americana, como a Liberdade e a Democracia, sempre de acordo com esses mesmos interesses.

Ou então, como explicar as atitudes do Tio Sam no Egito, no Iraque, na China, na Coreia, na América Latina dos anos 60 e 70 (e hoje), na Arábia Saudita, nas ditaduras da África Negra?

O Brasil vai pelo mesmo caminho?

 



Escrito por Rodolfo às 13h07
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10 lembranças do decadente Império Americano

 

10 lembranças do decadente Império Americano:

- a bandeira americana tremula orgulhosa em milhares de residências, repartições e lojas. Uma exibição nacionalista e altamente beligerante, prova inequívoca da vocação do país.

- a natureza  é absolutamente-ecologicamente  apaziguada e higienizada. Sai a feroz luta pela sobrevivência e entra a imagem do rato Mickey tranqüilo e cheio de virtudes.

- o jogo das identidades transforma sujeitos livres em papéis sociais. O que se espera de cada um é o que a sua identidade afirma. O negro assume-se negro e desempenha o papel de negro, etc.

-a natureza assume formas de mercado. Todas as laranjas da Flórida são igualmente saborosas, e seus tamanhos variam no máximo 10% entre si, dentro de padrões de qualidade industriais.

- os republicanos odeiam a interferência do Estado em suas vidas econômicas, mas adoram que este interfira em suas vidas ideológicas – Quanto mais cristão o Estado for, melhor!

- Lyotard virou piada: as atuais grandes narrativas dividem o país internamente, provocam as guerras, separam famílias, inibem o avanço da ciência.

- Crioulo é a maior contribuição genuinamente brasileira ao vocabulário globalizado. Crioulo – escravo negro nascido no Brasil, natural do país, em oposição aos escravos vindos da África

- A Disney é uma cópia esvaziada e kitsch do que deveria ser o Belo, para o sucesso do Capital. Atrás do Castelo de Isopor da Bela Adormecida, rios de dinheiro.

- No perigo dos dublês é que se pode ver o genuíno espírito americano.

- A indústria da alimentação enche pacotes e pacotes imensos de comida pré-fabricada, cheia de conservantes químicos, compostos anti-naturais. Os mais pobres compram felizes. E ficam doentes. Em seguida, a indústria farmacêutica vende todos os remédios para recuperar a saúde de todos. E os mais pobres compram felizes...até a morte ainda mais pobre (e sem atendimento médico).



Escrito por Rodolfo às 00h24
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Vila Verde

Ontem assisti a Vila Verde, o filme documentário da Trilogia sobre Os Satyros que o Evaldo Mocarzel dirigiu.

E me deu saudades daquelas pessoas todas: dos meninos de carrinho de rolemã que andavam com armas, das meninas adolescentes com filhos, dos ex-traficantes, dos ex- assaltantes.

Naquele momento, a vida deles era vivida dia-a-dia, no limite.

E hoje, quase 3 anos depois daquela aventura louca, como estarão todos?



Escrito por Rodolfo às 21h48
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Por que gostei do artigo do Bernardo Carvalho - 1

Gostei demais do artigo assinado pelo Bernardo Carvalho na Folha de segunda-feira sobre a Satyrianas.

Gostei não por concordar com ele inteiramente, mas por ter sido a primeira  vez que alguém inteligente e sério escreve na  imprensa e tenta entender a Satyrianas como uma manifestação da atitude estética dos Satyros e da relação do seu teatro com a cidade e o nosso momento histórico.

A tese a partir da qual ele parte está ali, estampada no primeiro parágrafo: “Em tempos de crise de critérios, é compreensível que a arte tente se associar a noções inquestionáveis, como a democracia. A Cia. De teatro Os Satyros fez dessa associação uma de suas palavras de ordem. E das Satyrianas...sua expressão máxima...Tem de tudo na Satyrianas. O princípio é de inclusão.”

Mais à frente, ao discutir a questão levantada coloca “por um lado, democracia é diversidade. E ninguém de bom senso é contra a diversidade.”

Ao comentar o que as pessoas dirão ao ver uma sala vazia (com um trabalho talvez interessante), e uma sala cheia (com um trabalho questionável do ponto de vista do gosto) ele diz: “Você dirá que é normal. Que o público escolhe. Então há de convir que, para você, democracia, em arte, equivale à lei do mercado e ao imperativo do gosto – o que é paradoxalmente uma sentença de morte para a diversidade da arte.”

E alerta: “Um célebre crítico americano...defendia a lógica de que ou uma coisa era arte, ou era inquestionável. Não dava para ser os dois. Logo se vê a armadilha, as conseqüências e as contradições, de confundir arte com democracia. E daí a necessidade de desviar o foco para a rua e para o evento. Na praça Roosevelt, a democracia está na inquestionável e bem vinda mobilização social e cultural...”

Sintetiza: “O mais interessante dos Satyros, entretanto, é que esse sentido de oportunidade, num momento de desbaratamento de critérios, também esteja integrado à própria estética do grupo. A resposta dos Satyros à ansiedade da crise é o excesso: se não é possível distinguir agora, então que se produza ao máximo e que se deixe a avaliação para depois. E é até possível que a estratégia acabe dando certo.”



Escrito por Rodolfo às 18h12
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Por que gostei do artigo do Bernardo Carvalho - 2

Não sei se podemos definir que o critério básico das Satyrianas, ou mesmo d´Os Satyros seja apenas o democrático.

A democracia, no sentido da representatividade política  em sua manifestação na sociedade de massas, tende a se tornar inócua e obsoleta. Novos mecanismos estão se formando em pequenas células de interesses comuns. Estes talvez sejam mais democráticos no sentido radical da palavra. Talvez a democracia virtual, aquela dos blogs, das wikis, das redes sociais, esteja mais próxima do que buscamos. Somos, de uma certa forma um wikigrupo teatral.

Mas acredito que algo muito próximo do que o Bernardo observa marca o trabalho dos Satyros: a vontade absoluta de provocar e instigar as pessoas a assumirem o DIREITO INALIENÁVEL DA LIBERDADE DA EXPRESSÃO TEATRAL.

Pode parecer fantasioso demais, mas Os Satyros têm essa característica fundamental: provocar, instigar dentro de seus processos internos e as pessoas que se aproximam de nós a usarem deste direito, e buscarem essa liberdade.

Como em Aquiles, esta liberdade não é algo da ordem do mundo natural. A liberdade é uma construção humana, um movimento árduo de singularização diante do mundo e na consciência que se manifesta da diferença entre mim e o mundo. Em uma sociedade de massas, a liberdade individual se transforma na mais difícil das batalhas. Ao invés do recanto aconchegante da minha TV de plasma e minha alimentação Big Mac, eu me levanto, começo a criar e exponho aos outros teatralmente algo que me toca.

Quando nos referimos ao teatro, a situação ainda se torna mais complicada. A Academia, os círculos fechados de artistas treinados e os seus respectivos amigos (os pensadores do teatro), os atores glamourizados, tudo isto tende a afastar do cidadão comum a ideia de que o Teatro possa ser uma forma de manifestação sua no mundo.

Para Os Satyros, isto é um vício que torna o Teatro uma forma artística elitista e fechada em si mesma.

Fazer teatro significa também tornar o teatro acessível a todos, tanto como experiência de fruição estética quanto forma de liberdade de expressão.

Esta liberdade de expressão teatral se constrói através dos anos, através de gerações. O teatro pleno só pode estar ligado a um povo que se apodera vigorosamente de todas as dimensões do Teatro.

Não cabe às Satyrianas estabelecer critérios estéticos. Nem nunca foi esta a nossa intenção. Talvez porque só acreditemos que estes critérios estão aí justamente para serem desmantelados, e que muitas e muitas vezes eles devem ser reconstruídos a partir das exceções que, curiosamente, se estão à margem da regra em um primeiro momento, num segundo nível tornam-se a própria regra. Provando as limitações dos critérios antigos, trazem novos caminhos para a experiência estética.

Cabe às Satyrianas estimular a construção da Liberdade da Expressão Teatral. E nesse sentido, As Satyrianas jamais seriam um Festival de Teatro Tradicional. A Satyrianas está muito mais para uma wikifesta, uma rave, um carnaval, do que para um Festival.

Nos festivais, os critérios estão presentes. Parecem objetivos, mas são sempre tão arbitrários. . Algumas cabeças bem-pensantes e refinadas reúnem-se durante alguns dias em comitês secretos, apegam-se a esses “critérios” (que logo vão se desmanchar no ar) e  decidem os limites, os cânones, os paradigmas que guiam o Festival. As Satyrianas, por outro lado, são uma ebulição de encontros, erros, acertos, encantos, acasos e frustrações. Alguns eixos são colocados mas o prazer de mergulhar no Caos da Incerteza está presente em quase todas as decisões. As Satyrianas não tem medo de errar, porque o critério não é o do acerto, mas do encontro. Como nas wikis (pedia, ou leaks), a Satyrianas é um canal para o caos expressivo que será formatado não pela ”curadoria”, mas por quem dela participa. O critério é da celebração à Liberdade e ao Teatro.

Do ponto de vista do público, as Satyrianas também são um curto circuito nas leis tradicionais. Todos devem enfrentar filas para decidir finalmente qual o valor do seu ingresso. A fila é um espaço igualitário, na medida em que todos têm que enfrentá-la. Atores globais, anônimos sem recursos que esperam as Satyrianas para assistir teatro, amigos, todos ficam iguais na democracia da fila. O valor do ingresso obriga o espectador a fazer sua contabilidade estética: um espetáculo vale mais do que uma cerveja? (muitos espectadores provam nas bilheterias que não). O público também forma o seu gosto durante o evento, elegendo seus favoritos, os incômodos, os equívocos. O comentário rola solto nas filas, nos bares e nos blogs críticos. A Satyrianas não pára de reverberar e repensar-se.

O que sentimos durante todos estes anos de Satyrianas é que este princípio democrático que nos guia é o único que realmente vale a pena, pois acaba dando condições a que acontecem os seguintes fenômenos:

- gradualmente as montagens do Dramamix estão se sofisticando, gerando semi-espetáculos que depois podem assumir proporções maiores e entrar em cartaz,

- a programação vem melhorando e se ampliando ano após ano,

- o público vem pagando valores cada vez mais significativos pelos seus ingressos, tornando-se mais consciente do valor do trabalho do artista.

 

Estes princípios, que regem tanto a Satyrianas quanto a própria concepção do que é o Satyros, nos levaram a conviver e criar-junto com a comunidade da Praça, nos levaram a acolher  muitos e muitos moradores do entorno que hoje fazem parte do grupo, nos instigou a convidar artistas das mais variadas tendências estéticas, partidárias, sexuais a se apresentar em nosso micro-espaço.

Eles nos fazem manter viva a chama da curiosidade. Em tempos sonolentos, isso provoca, pelo menos, uma faísca diferente.



Escrito por Rodolfo às 18h11
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Entrevista ao jornalista César Alves

 

Perguntas:

Quando nos conhecemos, eu era parte da equipe da revista Cenário e vocês estavam com a montagem de “Os cantos de Maldoror” e comemoravam dez anos desde a fundação da Cia. Desde então, muita coisa aconteceu. Agora que os Satyros completam duas décadas de atividades, quais foram as principais conquistas neste período?

Quando apresentamos “Os Cantos de Maldoror” em São Paulo, em 1999, estávamos começando a pensar em voltar a São Paulo. Durante os anos 92-99, vivemos com ciganos, produzindo e apresentando trabalhos em muitos países, com sede em Portugal e em Curitiba. A partir de dezembro de 2000, com a nossa instalação na Praça Roosevelt, inicia-se uma nova fase na nossa vida. A Praça Roosevelt acabou tendo uma participação ativa no nosso projeto estético, na forma de entender o teatro e a relação deste com a cidade.

 

Desde esta época, sempre achei os Satyros, em postura, atitude e tal, um capitulo a parte do teatro paulistano. Lembro-me de você dizer que quando da montagem de Sade ou noite com os Professore Imorais vocês procuraram os teatros convencionais e deixavam as pessoas horrorizadas, já desesperados tentaram os teatros pornô e foram considerados elitistas. Logo, não eram aceitos nem de um lado nem do outro. Melhorou a aceitação do trabalho de vocês ou ainda há quem fique horrorizado?

Não sei se horrorizado seria a palavra certa hoje em dia, mas ainda há muita incompreensão com relação ao nosso trabalho. No meio teatral, não somos, de forma alguma, uma unanimidade. Na imprensa, sofremos ataques freqüentes, apesar de parte dela nos apoiar muito. Nas comissões que se dedicam a distribuir verbas públicas para a cultura, estamos sendo solenemente ignorados há mais de 3 anos, sem uma razão clara. O público fiel que temos nos acompanha com interesse e dedicação. Tudo é muito controverso...tanto hoje quanto no nosso início.

Uma vez li uma declaração sua de que você e o Ivam Cabral tinham como objetivo fazer com que os Satyros se tornassem parte da história do teatro brasileiro. Apesar de a Cia. Ainda ter muito a mostrar, acho que podemos dizer que os Satyros já são parte da história de nosso teatro. Como vocês encaram isso?

Ainda temos muito a fazer, mas não posso negar que temos orgulho do que já construímos também. Essa ideia de fazer parte da história do teatro era um sonho que tínhamos, sonho de moleque iniciando a carreira. Durante os anos de exílio, esse sonho estava presente mas parecia sempre distante. Hoje temos um trabalho consistente, contínuo, sabemos que já fizemos algumas coisas, mas que muitos desafios ainda temos diante de nós.

Confesso que nunca vi um livro tão bonito e tão completo sobre uma única Cia. De teatro como esta foto-biografia da Imprensa Oficial. Como surgiu a idéia?

Que legal que você gostou do livro. Nós estamos muito felizes com o resultado também. Na verdade, todo o detalhamento (equipes técnicas de 20 anos, elencos iniciais de mais de 50 espetáculos em várias cidades e países, etc.) foi um trabalho árduo do Ivam, de organização desse material durante todos esses anos. O Germano soube muito bem organizar todas essas informações e trazer um olhar até sentimental sobre tudo isso.  A ideia foi resgatar nossa história destes primeiros 20 anos tão prolíficos, para que ficasse um registro que não se perdesse na memória. Os textos do meu blog foram escolhidos pelo Germano, para dar também algumas informações sobre nossa estética e pensamento, que continua evoluindo e modificando.  

Fale um pouco sobre a importância do Alberto Guzik para a história dos Satyros.

Alberto Guzik assistiu ao nosso primeiro trabalho, antes mesmo de ser Satyros, onde eu e Ivam trabalhamos juntos, chamado Um Qorpo Santo. Desde então, ele havia acompanhado toda a nossa trajetória, até que em 2004 o convidamos para entrar num projeto como ator. Desde 2004, ele foi a nossa consciência, nosso parceiro, nosso amigo, nosso cúmplice, nosso pensador e pedagogo. Sua influência sobre o Satyros é visível. Foi uma grande perda para o grupo a sua morte.

Desde sua primeira edição, há mais de uma década, a Satyrianas só cresceu. Dá pra se fazer um balanço dessa história e avaliar sua importância no cenário cultural de São Paulo atualmente?

Difícil dizer o que significa  a Satyrianas. Nos últimos anos, muitos textos e trabalhos surgidos na Satyrianas acabaram indo para os palcos, o que significa que antecipamos e provocamos produção teatral através das Satyrianas. É quase inacreditável pensar que um evento que havia surgido como uma celebração da resistência do teatro diante do panorama cultural, tenha se firmado como uma festa de proporções carnavalescas, tendo no ano passado contado com mais de 50000 espectadores. A cidade precisa de festa, de arte...e a Satyrianas é o momento em que tudo isto se encontra.

Qual a importância de o evento ser finalmente incluído como parte do calendário oficial do Estado de São Paulo?

Isto nos dá força e responsabilidade. A força de poder negociar com órgãos públicos, moradores da região e órgãos da imprensa. Não somos (mais) um bando de artistas loucos que fazer uma festinha, mas artistas que celebram o teatro com apoio oficial do Estado. Também aumenta nossa responsabilidade. Hoje, a Satyrianas também é uma responsabilidade nossa com relação à cultura paulista. A sociedade espera a Satyrianas acontecer, ano após ano, com o mesmo espírito de inovação, alegria e liberdade.



Escrito por Rodolfo às 13h20
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