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TEATRO EXPANDIDO (AUGMENTED THEATER) - Rodolfo García Vázquez
 


Observações sobre o Fomento

Após quatro anos sem o Fomento, finalmente, Os Satyros ganharam.

Eu pessoalmente já não tinha mais esperanças. Se eu acreditasse no além poderia pensar até mesmo que fosse um karma, o destino, qualquer coisa mística, forças cósmicas.

O que mais me assustou foi, em uma das últimas reuniões de uma dessas comissões, eles dizerem que um dos critérios era "quem precisava".

Como? - eu pensei escondido no meu canto - o Brasil ainda pensa assim?

A transferência do raciocínio do Bolsa-Família para o Fomento Municipal é a forma ideal para o teatro?

Mesmo que o critério fosse esse, por que então Os Satyros ficaram 4 anos sem receber um centavo, endividados, alugueres atrasados, com oitenta atores vivendo de míseros cachês que não cobrem nem o transporte?

O viés ideológico é evidente. "Quem precisa" é quem pensa como os membros da comissão pensam.

Minha esperança é que essa lógica assistencialista do Fomento desapareça um dia. E no lugar do "quem precisa", surja o "quem merece".

E que as comissões sejam plurais e democráticas verdadeiramente. Fingir que se é democrata apenas para premiar aqueles que pensam igual a mim é hipócrita e representa um atraso para o verdadeiro Teatro.  

Ganhar o Fomento agora não vai resolver a questão da sobrevivência de todo o grupo de 80 pessoas. Mas pelo menos nos dá um alento, após anos de dificuldades extremas.

Sobreviveremos!

Até comecei a pensar que pagamos nosso karma. E muito bem pago. Vida nova!



Escrito por Rodolfo às 14h29
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